14º Simpósio ATP1A3
Paris, França | 24–26 Setembro Simpósio
A próxima edição do Simpósio ATP1A3 terá lugar em Paris, no Hospital Pitié-Salpêtrière, um hospital que desempenhou um papel fundamental na história da neurologia moderna. Foi também neste hospital que o Prof. Jean Aicardi — o primeiro neurologista a descrever a Hemiplegia Alternante da Infância (AHC) — trabalhou durante muitos anos.
O programa científico está a ser organizado por Eleni Panagiotakaki, Emmanuel Flamand-Roze e Boris Chaumette, com o apoio da Direção da AFHA (Association Française de l’Hémiplégie Alternante). O encontro será também uma homenagem ao longo compromisso do Sr. Dominique Poncelin, que exerceu o cargo de presidente durante 31 anos e fundou a AFHA em 1991.
O simpósio científico decorrerá na sexta-feira 25 e no sábado 26 de setembro, com apresentações sobre cuidados clínicos, investigação e novos desenvolvimentos relacionados com a AHC e as doenças associadas ao ATP1A3.
Além disso, está prevista para quinta-feira 24 de setembro, uma reunião europeia destinada às famílias. Todas as organizações de AHC e representantes de doentes estão calorosamente convidados a participar, incluindo os que vêm de fora da Europa.



Sobre a Associação Portuguesa de Hemiplegia Alternante de Infância
A Associação Portuguesa de Hemiplegia Alternante de Infância foi criada com o objectivo de apoiar famílias que lidam com esta doença muito rara, divulgar informação e sensibilizar a população em geral para a Hemiplegia Alternante de Infância.
Hemiplegia Alternante de Infância
A Hemiplegia Alternante da Infância (HAI) é uma doença neurológica rara que começa geralmente antes dos 18 meses de vida. Esta doença caracteriza-se principalmente por episódios repetidos de paralisia súbita de um lado do corpo (hemiplegia) — mas o lado afetado pode mudar de um episódio para o outro, por isso o termo "alternante".
Aqui está uma descrição mais completa:
Sintomas principais:
Episódios de paralisia que podem afetar um lado ou o outro do corpo, ou até mesmo ambos os lados.
Distúrbios do movimento (como distonia, ataxia, coreia).
Problemas de desenvolvimento e de aprendizagem.
Movimentos anormais dos olhos (nistagmo, estrabismo, movimentos rápidos involuntários).
Às vezes, crises epilépticas também estão presentes.
Durante o sono, muitos dos sintomas podem melhorar ou até desaparecer temporariamente.
Causas:
Na maioria dos casos, está associada a mutações genéticas no gene ATP1A3, que codifica uma proteína essencial para o funcionamento das células nervosas.
Diagnóstico:
É clínico (baseado nos sintomas) e confirmado por testes genéticos.
Exames como ressonância magnética geralmente são normais, o que pode dificultar o diagnóstico.
Tratamento:
Não existe cura ainda.
O tratamento é sintomático: medicamentos para controlar os episódios de paralisia, anticonvulsivantes (se houver epilepsia), fisioterapia e terapia ocupacional para melhorar a função motora.
Alguns pacientes se beneficiam de medicamentos como flunarizina, que pode reduzir a frequência e a gravidade dos episódios.
Prognóstico:
É muito variável.
Com o tempo, as crianças podem desenvolver deficiências motoras e cognitivas mais permanentes, mas o acompanhamento adequado pode melhorar bastante a qualidade de vida.


Entre em Contato Connosco
Estamos aqui para ajudar famílias afetadas pela hemiplegia alternante.






